Câmara Escura

Projectista: lema barros + castelo branco arquitectos

O projecto assenta em três conceitos base:

1. Apropriação da carapaça - dada a impossibilidade de manutenção da estrutura e organização/compartimentação interna do edifício, procede-se a uma "apropriação da carapaça", através da remoção do seu miolo interior, manutenção das paredes exteriores, de introdução de uma nova estrutura interior, e de recolocação da cobertura;

2. Luz natural - a luz natural, enquanto modeladora do espaço e garante de conforto de um espaço, é um dado fundamental a ter em conta, sendo tão importante a sua entrada como a sua ausência total, nos espaços dos laboratórios de fotografia. A luz natural é assegurada pelos vãos das fachadas livres e por um elemento novo - um lanternim com luz natural sobre a zona das escadas;

3. Miscigenação espaço público|espaço privado - pela localização deste edifício, no cruzamento de duas vias estruturantes do centro histórico, formando assim um gaveto, entende-se de multiplicar as potencialidades inerentes deste espaço, permitindo diferentes percursos entre espaço exterior e espaço interior, tomado o edifício numa continuidade do espaço público/rua e com esta dialogando.